Contrabando gera perdas e tem fiscalização falha nas fronteiras.

O contrabando de mercadorias e responsável por tirar cerca de R$ 100 bilhões do mercado formal brasileiro todos os anos. Um estudo realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras mostra que apenas 10% das mercadorias são apreendidas. Entre os dez itens mais contrabandeados estão os cigarros com 67,44%, na frente de uma listagem de produtos que apresenta:

Eletrônicos 15,42%

Informática 5,04%

Vestuário 3,03%

Perfumes 2,45%

Relógios 2,03%

Brinquedos 1,89%

Óculos 1,50%

Medicamentos 0,85%

Bebidas 0,35%

 

O Brasil tem cerca de 16.850 km de fronteira, passando por 10 países e 11 Estados. O estudo ainda constata que os chamados sacoleiros, pequenos barcos e carroceiros dependendo da fronteira, têm impacto pequeno dentro do montante que passa pelas fronteiras. O contrabando pesado é feito por um grupo extremamente organizado e que causa prejuízos bilionários à indústria nacional e aos cofres públicos, indica o estudo.

Existem novos casos de contrabando, tipo o de resíduos eletrônicos que se amplia no Mundo e inclui o Brasil, como importante rota. A dificuldade em monitorar o fluxo destes resíduos facilita o negócio. Muitos países, o Brasil inclusive ainda não tem uma legislação plenamente ativa para controlar o descarte de eletrônicos.

Há problemas, contudo, de fiscalização.

O fato é que o investimento na fiscalização das fronteiras é irrisório — afirma Élcio Ferretto, auditor fiscal da Receita Federal do Brasil em Quaraí. — Nosso município tem cerca de 300 quilômetros de fronteira com o Uruguai. Na Receita Federal há dois auditores-fiscais e quatro analistas tributários. Há apenas um posto da Polícia Federal, e os agentes cuidam apenas da documentação de imigração, das 7h às 19h. Essa é a realidade de praticamente todos os pontos de fronteira do país: pouco recurso e muito interesse oportunista. E é elevadíssimo o fluxo ilegal de lixo vindo do Uruguai. Poucos meses atrás, apreendemos nove toneladas de baterias veiculares usadas, que entraram transportadas por carroças.

Uma coisa é certa, sejam batata, tijolo, flores, baterias veiculares usadas, armas, drogas, tudo tem hora e dia marcados para passar livremente pelas nossas fronteiras. A fiscalização falha e o descaso de autoridades permite o fluxo destas mercadorias que provocam danos irreparáveis ao comercio legal no país.

Você pode gostar...

1 Resultado

  1. denice disse:

    Buen articulo , felicitaciones

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *