Quaraiense Miguel Proença é nomeado presidente da Funarte

Anunciado no início do ano, o pianista Miguel Proença foi nomeado presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte) no último dia 15 de fevereiro. Proença tem 55 anos de carreira na música, foi secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro e dirigiu a Sala Cecília Meireles e a Escola de Música Villa-Lobos.

Pianista Miguel Proença FOTO: Vania Laranjeira/ DIVULGACÃO

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Para Proença, a Fundação deve ser “uma fonte geradora de novas possibilidades para essas programações de sucesso. Deve ter um papel de direção artística”.

Os planos incluem ações educativas para crianças e jovens (como os concertos didáticos instituídos na Sala Cecília Meireles), contato com comunidades carentes por meio da arte, e uma “guerra ao tablet”. Na música, ele pretende aproximar o Brasil de outros países da América Latina. “Os (nossos) músicos vão muito para a Europa. Onde está nossa América, que tem tantos talentos? Quero que a Funarte faça essa união.”

Em 2019, a entidade vai executar o que está programado em seu orçamento, e o novo diretor reconhece que as verbas são reduzidas.

Quem é Miguel Proença, novo presidente da Funarte

Nascido em Quaraí (RS), em 1939, Miguel Angelo Oronoz Proença é doutor pela Escola Superior de Música de Hannover. Lecionou no Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e ocupou o cargo de professor convidado da Universidade de Música de Karlsruhe (Alemanha). Como pianista de concerto de repertório amplo, atuou como camerista e solista, em todo o Brasil e em vários países estrangeiros.

De 1995 a 1998, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Capes (MEC), proporcionou a centenas de estudantes brasileiros bolsas de estudo, na Europa, Rússia, Japão e Brasil. Na década de 1980, foi diretor da Escola de Música Villa-Lobos, no Rio, e, entre 83 e 88, secretário de Cultura do município. Nesse ano e em 89, foi escolhido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como o melhor pianista do ano. Dirigiu a Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, de 2017 até janeiro de 2019.

Fonte: Estadão

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